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riscos_e_rabiscos

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Halloween - Eles Andem Aí...

                                       

 

Como todos sabem, ou penso que sabem, esta noite comemora-se o Halloween ou o dia das bruxas, como lhes queiram chamar.

Mais uma vez, esta tradição foi copiada dos países anglosaxónicos e, mais uma vez, tem o consumismo por trás.

Eu, como comum mortal e teacher, também aderi a esta comemoração. Primeiro dentro da sala de aula como componente cultural, depois cá fora com os amigos. Devo dizer que acabo por me divertir mais dentro da sala de aula.

Cá fora, houve algumas alturas que nos mascarámos e fomos dar uns giros pela night. Lembro-me de uma noite em que nos vestimos todas de bruxa – o jeitaço que a capa do traje académico deu! -, pintámos olhos, dentes e ripámos o cabelo. Resultado: ninguém nos conhecia… LOL! Estávamos mais feias que a noite dos trovões!!!

 

Mas devo fazer aqui um reparo. Em Portugal já tínhamos a tradição do dia de todos os santos em algumas partes dos nosso país.

Na terra do meu pai, que fica na zona de Santarém, é muito engraçado. A tradição lá é pedir o ”pão por Deus”. Reune-se toda e só a malta jovem e vai-se de casa em casa comer iguarias fabulosas. Toda a gente tem a mesa posta e a malta vai encher a barriguinha de coisas boas.

Quando eu era miúda, gostava muito disto. Ia com a minha prima que é mais ou menos da minha idade e com os amigos dela. E claro que pelo meio haviam os namoricos às escondidas, os encontros furtivos, o fugir de fulano/a tal… Era muito giro. Agora não sei se ainda se manterá. Mas tenho boas recordações desta altura.

 

Esta noite tenho comigo o maior diabinho existente ao cimo da terra: o N. E como é altura deestas coisas “halloweenescas” andarem por aí, eu tive direito a um bónus extra! O N. tive direito a fim de semana prolongado! WEEEEE!!!

Mas eu tenho de ir vergar a mola na sexta-feira… pontes, it’s not for me! :/

 

Vou acabar de arranjar as minhas coisas para apanhar boleia no tridente do meu diabinho! Óptimo halloween para todos!

 

 

VERDADES OU COINCIDÊNCIAS?

Pegando ainda nestes temas esotéricos e afins, do meu blog anterior e do blog da minha amiga C., vou contar algumas histórias pessoais.

Começo com as "bruxas".

Quando o meu irmão era pequeno, tinha uns "desmaios" que nunca ninguém soube explicar o porquê. Após resmas de exames médicos sem obter qualquer conclusão, a minha mãe, nada crente em bruxas, lá acabou por levar o bebé à bruxa.

Eu, teenager inconsciente, acompanhei a minha mãe na expectativa de ver algo extraordinário pois a tal bruxa tinha fama de ser "boa".

Entrámos para um sítio que parecia uma cozinha (se bem me lembro). Mandou-nos sentar. Eu sentei-me num banco e cruzei as pernas. Levei logo um grito da bruixa para descruzar as pernas.

Começou, então, a nossa sessão. Para entrar em contacto com o além desatou aos arrotos. Depois de já estar no "ponto ideal" começou a falar e disse as coisas mais absurdas e que em nada batia certo. Já não me lembro exactamente do que ela disse mas tudo era invenção pura porque as pessoas que ela falou e os acontecimentos que descreveu não aconteceram. Pelo menos connosco nem ne minha família. Lá pagámos e viémos embora. A minha mãe furiosa porque a bruxa só tinha dito mentiras e ela tinha largado o dinheiro.

Depois fomos a um senhor, que não era propriamente bruxo, com o dom da vidência através do nome. Este senhor era muito velhote já na altura e apenas nos pedia o nome.

Nós dizíamos o nome completo e ele a partir daí benzia-nos contra todos os males e receitava-nos uns chazinhos para as nossas maleitas. Eu aqui fui consultada também já não sei por que motivo... se calhar más notas na escola... lol! Mas este até disse umas coisas acertadas e interessantes. Coincidência ou vidência? Não sei...

O negócio aqui era a compra dos chás e mezinhas na loja do filho. Tudo produtos naturais.

Para terminar, revelo que havia uma "bruxa" na família de uma prima minha. Muito arroto dava ela e parece que era uma óptima actriz. Ainda hoje a temem. Eu tou safa porque ela gosta muito de mim. Eheheheh!

Bom, só para dizer que, neste momento, já se reformou pois ela tinha o dom de curar as maleitas dos outros a troco de dinheiro mas não teve o dom de curar as suas.

À conta da miséria dos outros, comprou ela uma casa na Costa da Caparica, uma casa aqui, uma no alentejo e não sei se as casa dos filhos.

Houve uma ano que, no colombo, fizeram uma feira esotérica. A minha amiga L. quis ir a uma quiromante. Largou 1 pipa de massa. Foi ela mais duas primas, tudo desesperado para arranjar homem. O mais engraçado é que a quiromante interpretou as mãos todas da mesma maneira. Todas iam ter uma bela vida e iam casar com homens altamente bem na vida: uma era médico, outro engenheiro e outro advogado. Sei que nenhuma delas está com ninguém assim. A minha amiga L., que se afastou de mim, talvez porque eu tenho o N. e ela ao fim ao cabo não tem ninguém, namorou algum tempo o maior enrgúmeno ao cimo da terra, que era prof. universitário e que lhe chamava nomes e dizia que a odiava. Não foi este o perfil predito pela quiromante.

Reforço, novamente, a minha ideia: qualquer dia monto uma barraquinha e viro bruxa também.

Tenho mais coisas para contar mas deixo para amanhã. São mais... ARREPIANTES!